sábado, 2 de julho de 2011

Sono

Ao fim do dia
os olhos focam
o que a luz deixa de brilhar
Chega o sono
o ouvido apura
as palavras não ditas



Boa noite!!! Com sono!!! Sonhe bonito!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vem o dia novo

Vem o dia novo
trazer o tempo
que escorre
e se esvai.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A luz

Caminhar sem saber a chegada
Assim, brilha o sol
Disposição de estar à frente
sem ou com roteiro.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um dia a mais

Incontáveis são as ações
abortadas pelo espaço
E os olhos ceifados,
rotos, dispersam-se

Cada som forma a música do dia
o alento subordina as circunstâncias
de um sorriso, de uma lágrima
Há a quebra do contínuo: profusão.

Desconcerto e a comunicação
afrouxa o sentir não pensado
no limbo intrínseco da ignorância
Restam poucos recursos

As escadas, ora distantes,
tornam-se próximas
E, a cada degrau, voltar-se
não é o mesmo. Subir.









segunda-feira, 27 de junho de 2011

O brilho do frio

Suave o vento chega
e as lembranças aconchegam-se
O frio enubla a vista
perde-se o fio sua meada

Há profusão de cores
sentidas por olhos fugazes
A escala de cinza não cinge
o coração rubro vivante

A voz chega ao mais longínquo
e interiorano e se expande
O brilho acende o círculo
Pulsa o redor armonioso

Olha-se pela janela:
as nuanças são claras
A leveza do dia
em palavras não pesadas

Ele está no amor.

sábado, 16 de abril de 2011

Parte, uma parte e outra parte

Parte de mim renasce
do ontem
Outra parte é esquecimento
do que virá.

Estou no meio do centro
em que me pus
Saio dele e me vejo
sem ponto nem eixo

Adeus que se foi
não disse a que veio
E deixou o sentir
por instantes

Recordar é recriar
é viver, deixar ser
Trago aquilo que me foi dado
E aquilo que a mim chegará.

sábado, 26 de março de 2011

Eu e você

Passou. Passou. Passou.
As palavras não ditas ficam.
Onde estará o momento exato do encontro?
Não consigo me lembrar.
Nem sentir.
Nem ver.
Mas está em mim e persiste.
Enublece minha visão.
As lágrimas do amanhã.

Onde parei que não sei?
Me pego em vãos que não existem
e existem em mim.
Percebo aquilo da entrelinha.
Aquilo que foi pronunciado e disse-me:
Adiante.
Chegou a hora, por enquanto?
Sei menos do que imagino.
E imagino que sei tão pouco.