Quando o sol está caldaloso no céu, lembro-me de que a luz forte queima. Isso aconteceu com um amigo meu. Sua antiga mulher deixou-o por uma caixa de cerveja. Na verdade, ela encontrou alguém que lhe deixasse bêbada, todos os dias, suficientemente, para entender que o amor acontece em instantes inebriantes. Ele não pôde inculcar-lhe que o amor é mais do que um dia de sol com pancadas de chuvas. As lágrimas ficam para quem possa senti-las.
14/02/2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dizer
Falei-lhe que não poderia destoar minha vida por causa do caminho dele. Ele, urgentemente, franziu o cenho e mandou-me lavar a louça.
14/02/2012
14/02/2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Hum
Não sei, quando criança, eu li muito Cecília Meireles e Vinicius de Morais. Daí gostar tanto de natureza.
O amor
Espreita-se pelas frestas do saber
O que não aparece frente a frente
Espera-se a resolução do que
a matemática não pode calcular.
Em qual passo encontra-se
o plano para o momento seguinte?
Não há esquemas para o suceder
Nem onde se possa encaixá-lo.
O presente é dar-se, dar-se
continuamente, sempre e mais
Infindavelmente, renova-se
É flor que cresce a cada manhã.
Não há volta. Rodovia de mão
dupla. E, pelo espaço, espande-se
ao horizonte azul estrelado.
Há luz em brasa viva.
Era um dia tarde. A vez da rotina
que prende nas amarras do
cotidiano. Presos pela urgência
velada pela presença. Elo.
Esquece-se para lembrar.
Recordação vinda do aço
inexorável. Tempo atemporal
transforma a paisagem.
Sentidos espalham-se
aos ares. Corpos tecidos,
presentes em distintos
tons. Chega(m)-se. Agora.
12/02/12
O que não aparece frente a frente
Espera-se a resolução do que
a matemática não pode calcular.
Em qual passo encontra-se
o plano para o momento seguinte?
Não há esquemas para o suceder
Nem onde se possa encaixá-lo.
O presente é dar-se, dar-se
continuamente, sempre e mais
Infindavelmente, renova-se
É flor que cresce a cada manhã.
Não há volta. Rodovia de mão
dupla. E, pelo espaço, espande-se
ao horizonte azul estrelado.
Há luz em brasa viva.
Era um dia tarde. A vez da rotina
que prende nas amarras do
cotidiano. Presos pela urgência
velada pela presença. Elo.
Esquece-se para lembrar.
Recordação vinda do aço
inexorável. Tempo atemporal
transforma a paisagem.
Sentidos espalham-se
aos ares. Corpos tecidos,
presentes em distintos
tons. Chega(m)-se. Agora.
12/02/12
Por vezes
Há vezes que o fim parece próximo
E a estrada se finda em seguida
No novo passo, o caminho muda
Já é uma nova voz soerguida.
Diligentes pés cansados
resvalam-se em pedras
chegam ao jardim sortido
descansam na sombra da árvore.
Ar chega levemente
O sussurro diz
O frescor apazigua
As flores são lápiz de cores
A sede é a necessidade
O refrigério alimenta
o corpo que forma-se
a cada dia, qualquer segundo
É noite. O silencio se acentua
As vozes confundem-se
com a tecnologia, esquecida
do amanhã próximo.
12/02/12
E a estrada se finda em seguida
No novo passo, o caminho muda
Já é uma nova voz soerguida.
Diligentes pés cansados
resvalam-se em pedras
chegam ao jardim sortido
descansam na sombra da árvore.
Ar chega levemente
O sussurro diz
O frescor apazigua
As flores são lápiz de cores
A sede é a necessidade
O refrigério alimenta
o corpo que forma-se
a cada dia, qualquer segundo
É noite. O silencio se acentua
As vozes confundem-se
com a tecnologia, esquecida
do amanhã próximo.
12/02/12
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
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