domingo, 12 de fevereiro de 2012
Hum
Não sei, quando criança, eu li muito Cecília Meireles e Vinicius de Morais. Daí gostar tanto de natureza.
O amor
Espreita-se pelas frestas do saber
O que não aparece frente a frente
Espera-se a resolução do que
a matemática não pode calcular.
Em qual passo encontra-se
o plano para o momento seguinte?
Não há esquemas para o suceder
Nem onde se possa encaixá-lo.
O presente é dar-se, dar-se
continuamente, sempre e mais
Infindavelmente, renova-se
É flor que cresce a cada manhã.
Não há volta. Rodovia de mão
dupla. E, pelo espaço, espande-se
ao horizonte azul estrelado.
Há luz em brasa viva.
Era um dia tarde. A vez da rotina
que prende nas amarras do
cotidiano. Presos pela urgência
velada pela presença. Elo.
Esquece-se para lembrar.
Recordação vinda do aço
inexorável. Tempo atemporal
transforma a paisagem.
Sentidos espalham-se
aos ares. Corpos tecidos,
presentes em distintos
tons. Chega(m)-se. Agora.
12/02/12
O que não aparece frente a frente
Espera-se a resolução do que
a matemática não pode calcular.
Em qual passo encontra-se
o plano para o momento seguinte?
Não há esquemas para o suceder
Nem onde se possa encaixá-lo.
O presente é dar-se, dar-se
continuamente, sempre e mais
Infindavelmente, renova-se
É flor que cresce a cada manhã.
Não há volta. Rodovia de mão
dupla. E, pelo espaço, espande-se
ao horizonte azul estrelado.
Há luz em brasa viva.
Era um dia tarde. A vez da rotina
que prende nas amarras do
cotidiano. Presos pela urgência
velada pela presença. Elo.
Esquece-se para lembrar.
Recordação vinda do aço
inexorável. Tempo atemporal
transforma a paisagem.
Sentidos espalham-se
aos ares. Corpos tecidos,
presentes em distintos
tons. Chega(m)-se. Agora.
12/02/12
Por vezes
Há vezes que o fim parece próximo
E a estrada se finda em seguida
No novo passo, o caminho muda
Já é uma nova voz soerguida.
Diligentes pés cansados
resvalam-se em pedras
chegam ao jardim sortido
descansam na sombra da árvore.
Ar chega levemente
O sussurro diz
O frescor apazigua
As flores são lápiz de cores
A sede é a necessidade
O refrigério alimenta
o corpo que forma-se
a cada dia, qualquer segundo
É noite. O silencio se acentua
As vozes confundem-se
com a tecnologia, esquecida
do amanhã próximo.
12/02/12
E a estrada se finda em seguida
No novo passo, o caminho muda
Já é uma nova voz soerguida.
Diligentes pés cansados
resvalam-se em pedras
chegam ao jardim sortido
descansam na sombra da árvore.
Ar chega levemente
O sussurro diz
O frescor apazigua
As flores são lápiz de cores
A sede é a necessidade
O refrigério alimenta
o corpo que forma-se
a cada dia, qualquer segundo
É noite. O silencio se acentua
As vozes confundem-se
com a tecnologia, esquecida
do amanhã próximo.
12/02/12
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Novo tempo
Há um novo tempo que acorda
com sons silentes pela madrugada
e, pelo dia, as sonatas
os ouvidos mais atentos.
Muda-se por mudar a fachada
não é mesmo que alterar a estrutura
Há de ser quem é
onde for, quando for, com quem for.
Quanto mais mudo
percebo que sou a mesma
Encontro-me sempre
nunca, às vezes e quando.
É preciso esquecer
para lembrar
Brinca-se no tempo quem
procura por si sem ideais.
A cada escolha um novo caminho,
outro caminho, sem caminho; a cada caminho,
uma escolha, outra escolha, fluente escolha,
nenhuma escolha, nenhum caminho.
Em pensar que a flecha para o alvo
não é reta retilínea, assim, a vida.
A unidade é o tecido orgânico
junto ao inorgânico da esfera. do plano.
29/01/2012 - 22:31
com sons silentes pela madrugada
e, pelo dia, as sonatas
os ouvidos mais atentos.
Muda-se por mudar a fachada
não é mesmo que alterar a estrutura
Há de ser quem é
onde for, quando for, com quem for.
Quanto mais mudo
percebo que sou a mesma
Encontro-me sempre
nunca, às vezes e quando.
É preciso esquecer
para lembrar
Brinca-se no tempo quem
procura por si sem ideais.
A cada escolha um novo caminho,
outro caminho, sem caminho; a cada caminho,
uma escolha, outra escolha, fluente escolha,
nenhuma escolha, nenhum caminho.
Em pensar que a flecha para o alvo
não é reta retilínea, assim, a vida.
A unidade é o tecido orgânico
junto ao inorgânico da esfera. do plano.
29/01/2012 - 22:31
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Sorriso
Sorrio para chorar em seguida
Deixar as lágrimas rolarem pela face
Conter aquilo não revelado e apontar
Para a trilha paralela ao coração.
E, nos olhos, florescer a condolência
Ter em mãos afincos e projetos
Sonhados, pensados, manuseados
Tão distantes, tão pertos, tão nunca e sempre.
Se entremeio e aflora a dor
Na surdina intervalam cores
Mais que um simples acerto
Ou erro esporádico que salpica.
Sorrio tênue entre eu e o mundo
Vejo a cortina que tampa a fresta
Quando bate o vento descortina
Aparece o muro separador na superfície.
Escuto os carros que passam silentes
Sons de músicas de uma mesma batida
Concentro-me naquilo que posso
A deixar-me seguir em solidão.
16/05/2010
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